No Dia Mundial da Luta Contra a AIDS (01/12), o Espaço Cultural Renato Russo (508 Sul), foi palco do lançamento oficial do HIVIDA.  Liderado pelo UNAIDS com apoio do Ministério da Saúde, organizações da sociedade civil, órgãos governamentais, agências da ONU e empresas, o projeto, que acontece até o Dia Internacional dos Direitos Humanos (10/12), traz manifestações artísticas, debates, workshops e mostras. As ações são gratuitas e visam promover direitos humanos e combater o estigma e a discriminação.

     O evento contou com a inauguração e apresentação da Mostra de Fotografias “A Potência em Imagens”. A exposição é resultado de uma parceria entre o UNAIDS, a Casa Florescer — centro de acolhimento localizado em São Paulo — e o fotógrafo norte-americano Sean Black, especializado no registro fotográfico de população LGBTQIA+, especialmente das pessoas vivendo com HIV/AIDS. O objetivo do ensaio foi aprofundar entre as travestis e mulheres trans participantes a reflexão sobre o autocuidado, destacar a importância da saúde e promover a adesão aos métodos combinados de prevenção do HIV e de outras infecções sexualmente transmissíveis (IST), estimulando que elas assumissem um maior controle de seus corpos e de suas vidas. A exposição fica aberta para visitação durante toda a programação do HIVIDA, que se estende até 10/12.

    Participaram do lançamento do projeto HIVIDA a Coordenadora Residente da ONU no Brasil, Silvia Rucks, a Diretora e Representante do UNAIDS no país, Claudia Velasquez, além de representantes de outras agências da ONU, Governo Federal, GDF e sociedade civil.

        Durante a abertura, Silvia Rucks falou sobre os avanços na luta contra a AIDS e ressaltou a necessidade e importância de um esforço coletivo para a eliminação da pandemia. 

“Nos aproximamos cada vez mais da meta de eliminar a AIDS como ameaça à saúde pública até 2023, esse avanço resulta dos esforços concentrados de governo, empresas, comunidades e cientistas para aprimorar e promover a prevenção, a testagem e o tratamento do HIV. Apesar deste progresso, ainda nos deparamos com barreiras importantes para vencermos a pandemia nos próximos anos. As desigualdades potencializadas pelo estigma e a descriminação dificultam o acesso ao serviço de resposta ao HIV para populações em situação de vulnerabilidade. Assim como nas últimas décadas foi necessário um esforço coletivo para desenvolver e aprimorar o tratamento da AIDS, precisamos agora da participação coordenada de todos os setores da sociedade para que estes avanços estejam acessíveis a todas as pessoas. O HIVIDA busca contribuir com isso ao trazer de volta o tema para a agenda pública. Por meio de muitas vozes queremos, com esta iniciativa, celebrar a vida e os progressos obtidos pela ciência, mas, ao mesmo tempo, chamar a atenção para a necessidade urgente de estratégias robustas para combater as desigualdades estruturais do país.”

Pessoas interessadas em participar das atividades podem realizar a inscrição por meio do site unaids.org.br/hivida