O pula-pula, também conhecido como cama elástica, é uma das atrações mais populares em festas infantis e parques. Apesar de parecer uma brincadeira inofensiva, especialistas em pediatria e ortopedia chamam atenção para os riscos quando crianças de idades e tamanhos diferentes dividem o mesmo espaço.
Principais riscos identificados
- Diferença de peso e altura: crianças maiores podem gerar impulsos muito mais fortes, desequilibrando as menores e aumentando o risco de quedas.
- Colisões: em espaços reduzidos, é comum que uma criança caia sobre outra, provocando contusões e até fraturas.
- Lesões articulares: tornozelos, joelhos e punhos são os mais afetados em saltos descoordenados.
- Traumas na cabeça: quedas inesperadas podem resultar em impactos perigosos, especialmente em crianças pequenas.
Segundo a Sociedade Brasileira de Pediatria, o uso do pula-pula deve ser supervisionado por adultos e, preferencialmente, organizado por faixas etárias ou tamanhos semelhantes. Estudos internacionais apontam que a maior parte dos acidentes ocorre justamente quando há mistura de crianças pequenas com maiores.
Recomendações de segurança
- Permitir apenas um número limitado de crianças por vez.
- Separar grupos por idade ou porte físico.
- Garantir que o equipamento esteja em boas condições, com redes de proteção e superfície estável.
- Orientar as crianças a não realizar saltos acrobáticos sem supervisão.
- Manter sempre um adulto atento durante a brincadeira.
O pula-pula continua sendo uma atividade divertida e saudável, que estimula o equilíbrio e a coordenação motora. No entanto, a segurança depende da organização e da supervisão. Separar crianças de tamanhos diferentes é uma medida simples que pode evitar acidentes graves e garantir que a brincadeira seja apenas motivo de alegria.
