O refrigerante zero conquistou espaço nas prateleiras e no consumo dos brasileiros ao prometer sabor doce sem calorias e sem açúcar. A bebida, adoçada com edulcorantes artificiais como aspartame, sucralose e acessulfame-K, é vista por muitos como uma alternativa “mais saudável” ao refrigerante tradicional. Mas especialistas alertam: apesar de conter menos calorias, não pode ser considerado um produto benéfico para a saúde.

Pesquisas recentes apontam que o consumo frequente de refrigerantes zero pode estar associado a alterações metabólicas, maior risco de esteatose hepática (gordura no fígado) e impactos negativos na microbiota intestinal, que desempenha papel essencial na imunidade e na absorção de nutrientes. Além disso, os adoçantes artificiais podem estimular o desejo por doces, dificultando o controle do peso e levando a hábitos alimentares desequilibrados.

Por outro lado, o refrigerante zero não eleva a glicemia da mesma forma que o tradicional, sendo uma opção para pessoas com diabetes que precisam evitar o açúcar. Ainda assim, nutricionistas reforçam que se trata de uma bebida ultraprocessada, sem valor nutricional, e que deve ser consumida com moderação.

A recomendação dos especialistas é clara: tanto o refrigerante comum quanto o zero devem ser ingeridos apenas ocasionalmente. Para manter a saúde em dia, água, sucos naturais e chás continuam sendo as melhores alternativas.

Em resumo, o refrigerante zero pode ser menos prejudicial do que o tradicional em relação ao açúcar e às calorias, mas não é saudável. O consumo consciente e moderado é a chave para evitar riscos e preservar o equilíbrio do organismo.