Em pronunciamento neste domingo (4), o Papa Leão XIV manifestou preocupação com a crise política na Venezuela após a captura do presidente Nicolás Maduro por forças especiais dos Estados Unidos. A declaração, divulgada pelo Vatican News, repercutiu imediatamente no cenário internacional, ampliando o debate sobre os limites da intervenção estrangeira em governos soberanos.

Segundo o pontífice, “o bem-estar do querido povo venezuelano deve prevalecer”. Ele pediu que a comunidade internacional assegure garantias à soberania do país, em meio às tensões desencadeadas pelo ataque ocorrido em Caracas na madrugada de sábado (3).

A ação militar norte-americana provocou reações divergentes. Enquanto alguns governos da região consideraram a captura de Maduro um passo para restaurar a democracia, outros denunciaram a operação como violação da soberania venezuelana. Organizações multilaterais, como a ONU e a OEA, foram instadas a se posicionar diante do episódio.

Historicamente, o Vaticano tem atuado como mediador em crises políticas latino-americanas. A fala de Leão XIV reforça a tradição diplomática da Santa Sé, que busca equilibrar princípios de justiça social com a defesa da autodeterminação dos povos.

Na Venezuela, a população enfrenta um cenário de incerteza. A ausência de Maduro abre espaço para disputas internas de poder, enquanto setores da sociedade civil clamam por estabilidade e respeito às instituições.