A trajetória do chef Daniel Larsan se traduz em uma cozinha guiada pela curiosidade e pela técnica, com foco no aprendizado contínuo e na execução precisa. À frente da Bonezinho Pra Trás, ele aplica essa lógica à pizza, tratada não apenas como prato popular, mas como produto gastronômico de rigor técnico, resultado de fermentação lenta, equilíbrio de enzimas, ar e fogo — combinação que garante leveza, sabor e textura.

Com base italiana, a casa assume influências globais que passam pela Argentina, Estados Unidos, Espanha, São Paulo e até Taguatinga, reforçando a ideia de que a pizza mantém sua origem, mas já pertence ao mundo. As receitas clássicas, como a Marguerita — com basilicão, fior di latte e molho de tomate — e a Fugazzeta argentina, com queijo abundante e cebola adocicada, são bem executadas, com atenção às proporções, acidez e dulçor.

Entre as criações autorais, destacam-se a Danny Boy, inspirada na Pizzeria Bianco, de Los Angeles, com fior di latte, salame tipo sopressata e azeitona gaeta, além da versão com pepperoni, alho laminado adocicado com maple syrup. A Tapas traz referência espanhola, com jamón e aliche, enquanto a homenagem a Taguatinga aposta em pastrami, picles, aioli e romã, surpreendendo pela combinação.

Há espaço também para receitas como a Xavier X, quatro queijos equilibrada criada em tributo ao pizzaiolo Alexandre Xavier, e a pizza de gorgonzola com pera madura, mel, castanhas e pistache, que acerta no contraste entre doce e salgado. Mesmo as propostas mais conceituais se sustentam no paladar, sem depender de discurso.

A Bonezinho Pra Trás entrega uma pizza que fala por si, critério essencial na avaliação gastronômica. A carta de drinks acompanha bem a proposta, com destaque para o Bloody Mary e o Amaretto Sour, que harmonizam com diferentes sabores do menu.

QSD 53, lote 2 – Taguatinga Sul.

Referência: Próximo à estação de metrô Taguatinga Sul.

Instagram: @madreteresadeli.