Pesquisadores de Israel anunciaram o desenvolvimento de uma córnea produzida em laboratório que pode alterar de forma significativa o cenário dos transplantes oftalmológicos. A inovação surge como alternativa para milhões de pessoas que aguardam na fila por doação de tecido humano.
Os primeiros testes foram considerados promissores, com resultados positivos em segurança e funcionalidade. A córnea artificial é cultivada a partir de tecidos produzidos em ambiente controlado, o que pode reduzir a dependência de doadores e enfrentar um dos principais gargalos da oftalmologia: a escassez de córneas disponíveis para transplante.
Atualmente, doenças como ceratocone, infecções graves, traumas e outras lesões oculares estão entre as principais causas de cegueira reversível por meio de transplante. No entanto, a oferta de tecido doado está muito abaixo da demanda global, o que prolonga o tempo de espera e, em alguns casos, inviabiliza o tratamento.
Especialistas apontam que, se a eficácia for confirmada em estudos clínicos mais amplos, a tecnologia poderá representar um avanço histórico. Além de ampliar o acesso ao procedimento, a produção em laboratório tende a oferecer maior padronização, controle de qualidade e menor risco de rejeição ou transmissão de doenças.
A próxima etapa envolve testes em larga escala para avaliar durabilidade, integração ao tecido ocular e resultados visuais a longo prazo. Caso os dados se confirmem, a córnea cultivada poderá se tornar uma alternativa viável dentro dos sistemas de saúde, com potencial para democratizar o transplante e impactar milhões de pacientes ao redor do mundo.
