O Carnaval de Brasília foi marcado por um episódio polêmico envolvendo o deputado distrital Fábio Félix (PSOL) e a Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) durante o Bloco Rebu, realizado no Setor Comercial Sul, na última segunda-feira (16/2).

Segundo relatos, a confusão começou quando cães farejadores da PMDF identificaram cheiro de maconha e os policiais realizaram a prisão de uma produtora do bloco. Félix tentou intervir na abordagem e acabou atingido por um jato de spray de pimenta no rosto.

Versões divergentes

Em entrevista ao Metrópoles, o parlamentar classificou a atuação da PMDF como truculenta, alegando falta de diálogo e ausência de policiais femininas na ação. Já em coletiva de imprensa, a comandante-geral da PMDF, Ana Paula Barros Habka, defendeu a corporação, afirmando que a prisão foi legítima e que “a Polícia Militar jamais vai admitir interferências em suas ocorrências”.

O secretário de Segurança Pública, Sandro Avelar, também saiu em defesa da PMDF: “Enquanto todos estão curtindo o carnaval e se distraindo, as corporações estão trabalhando. Farda não é fantasia”.

Um segundo vídeo que circula nas redes sociais trouxe nova perspectiva, sugerindo que houve comunicação entre os envolvidos, o que contradiz parte da versão apresentada pelo deputado.

Repercussão

O episódio repercutiu intensamente nas redes sociais. Críticas e memes se multiplicaram, e até um rap satírico intitulado “A Carteirada sem Valor: Moral na Capital” viralizou, defendendo a ação policial e ironizando a tentativa de Félix de dar voz de prisão aos agentes.

Em entrevista ao Correio, o parlamentar rebateu as declarações da comandante-geral, acusando-a de tentar “confundir a ordem cronológica dos fatos” e negando ter interferido na atuação da corporação.

Situação atual

O caso segue em apuração pela PMDF e pelo Ministério Público. Enquanto isso, permanece como um dos episódios mais comentados do Carnaval brasiliense, expondo tensões entre autoridade policial e representação política em meio à festa popular.