Um estudo publicado no periódico científico Nutrients trouxe evidências de que o consumo regular de oleaginosas — grupo que inclui nozes, amêndoas, pistaches, avelãs e castanhas tipicamente brasileiras, como as de caju, baru e do Pará — pode atuar como aliado no controle da compulsão por alimentos açucarados. A pesquisa acompanhou 84 voluntários ao longo de 16 semanas, divididos em dois grupos: um deles foi orientado a incluir castanhas nos lanches intermediários, enquanto o outro manteve opções ricas em carboidratos simples.
Os resultados mostraram que os participantes que consumiram oleaginosas relataram maior saciedade e menor desejo por doces, em comparação ao grupo controle. Segundo os pesquisadores, esse efeito está relacionado à composição nutricional das castanhas, que concentram fibras, proteínas e gorduras insaturadas. Esses nutrientes prolongam a sensação de estômago cheio e modulam hormônios ligados ao apetite, como a grelina e a leptina, favorecendo escolhas alimentares mais equilibradas.
Além de reduzir a vontade por guloseimas, o consumo diário de pequenas porções — cerca de 30 gramas — está associado a benefícios para a saúde metabólica e cardiovascular, como melhor controle da glicemia e redução de marcadores inflamatórios. Especialistas ressaltam, no entanto, que os efeitos observados não significam que castanhas sejam uma “cura” para compulsão alimentar, mas sim um recurso nutricional que pode integrar estratégias de alimentação saudável.
A pesquisa reforça a importância de lanches intermediários bem planejados como ferramenta para evitar picos de fome e reduzir o consumo de ultraprocessados. Para quem busca controlar a ingestão de açúcar, incluir oleaginosas na rotina pode ser uma medida simples, acessível e respaldada pela ciência.
