Paulo Pinto/Agência Brasil

De acordo com o levantamento, a maioria dos entrevistados defende a substituição da escala 6×1 por jornadas consideradas mais equilibradas, como 5×2 (cinco dias de trabalho e dois de descanso) ou modelos com maior flexibilidade de folgas.

A escala 6×1 é comum em setores como:

  • Comércio
  • Supermercados
  • Restaurantes
  • Serviços de atendimento
  • Segurança privada

Pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), o limite é de 44 horas semanais, com pelo menos um dia de descanso a cada sete dias. A escala 6×1 é permitida pela legislação, desde que respeite a carga horária máxima e os intervalos obrigatórios.

📊 Por que o apoio é alto?

Segundo especialistas em relações de trabalho, o apoio expressivo ao fim da 6×1 pode estar ligado a fatores como:

  • Cansaço físico e mental
  • Dificuldade de convivência familiar
  • Impacto na saúde
  • Busca por melhor qualidade de vida

A discussão também acompanha um movimento global de revisão de jornadas tradicionais, incluindo testes de semana de quatro dias em alguns países.

⚖️ O que mudaria se a escala acabasse?

O fim da 6×1 exigiria:

  • Mudanças na legislação trabalhista ou em convenções coletivas
  • Reorganização de escalas e contratações
  • Possível aumento de custos para empregadores

Empresários argumentam que a mudança pode elevar despesas operacionais, enquanto trabalhadores defendem que a produtividade e o bem-estar poderiam melhorar.