O adolescente Rodrigo Castanheiras, de 16 anos, morreu no último sábado (7), após 16 dias internado em estado gravíssimo em um hospital particular de Brasília, no Distrito Federal. Ele havia sido agredido na madrugada de 23 de janeiro, durante uma briga em Vicente Pires, que teria começado por causa de um chiclete lançado contra a vítima. Rodrigo sofreu traumatismo craniano e permaneceu em coma induzido até não resistir às lesões.
O agressor, identificado como Pedro Arthur Turra Basso, ex-piloto de Fórmula Delta, foi preso preventivamente e está detido no Centro de Detenção Provisória da Papuda. Inicialmente investigado por lesão corporal gravíssima, o caso pode ser reclassificado pelo Ministério Público do Distrito Federal para homicídio, o que pode levar a uma pena de 6 a 18 anos de prisão, conforme a legislação aplicável.
A morte de Rodrigo gerou forte comoção nacional. Autoridades, como a vice-governadora do DF, Celina Leão, lamentaram a partida precoce do jovem, destacando que “a perda de um adolescente fere não apenas quem o amava, mas toda a sociedade”. Familiares também se manifestaram, com o tio afirmando: “Acabaram com uma pessoa maravilhosa”.

O caso reacendeu debates sobre violência juvenil, responsabilização de agressores e a necessidade de políticas públicas voltadas para a proteção de adolescentes. A repercussão nacional evidencia como episódios de brutalidade, mesmo motivados por conflitos banais, podem resultar em tragédias irreparáveis e mobilizar a sociedade em busca de justiça.
