Os preços internacionais do petróleo registraram alta de até 1,74% por barril nesta segunda-feira (5). O movimento ocorreu em reação à suposta captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro por forças dos Estados Unidos, no sábado (3), episódio que gerou forte repercussão política e econômica.

A Venezuela é um dos países com maiores reservas de petróleo do mundo e desempenha papel estratégico no mercado global de energia. A notícia da captura de Maduro provocou incertezas sobre a estabilidade da produção e exportação venezuelana, levando investidores a reajustarem expectativas e impulsionando os preços.

Repercussão nos mercados

  • Brent: referência internacional, avançou cerca de 1,7%.
  • WTI (West Texas Intermediate): também registrou valorização, refletindo o temor de restrições na oferta.
  • Mercado futuro: contratos de curto prazo foram os mais impactados, com aumento da volatilidade.

A intervenção norte-americana reacendeu debates sobre segurança energética e os riscos de dependência de regiões politicamente instáveis. Analistas destacam que qualquer interrupção significativa na produção venezuelana pode pressionar ainda mais os preços globais, especialmente em um cenário de demanda crescente.

A alta de 1,74% no preço do petróleo ilustra como eventos geopolíticos influenciam diretamente os mercados de energia. A captura de Maduro, ainda cercada de controvérsias, adiciona incerteza ao futuro da produção venezuelana e reforça a sensibilidade do setor a crises políticas. Para investidores e governos, o episódio é um alerta sobre a necessidade de diversificação de fontes e estratégias de segurança energética.