Os Estados Unidos retiraram a recomendação universal de quatro vacinas infantis — gripe, hepatite A, rotavírus e doença meningocócica — passando a indicar sua aplicação apenas para grupos de risco ou mediante decisão clínica compartilhada entre médicos e pais.
O que mudou no calendário vacinal infantil nos EUA
- Vacinas afetadas:
- Influenza (gripe)
- Hepatite A
- Rotavírus (causa gastroenterite)
- Doença meningocócica (meningite)
- Nova diretriz:
Essas vacinas deixam de ser recomendadas para todas as crianças e passam a ser indicadas apenas em casos específicos, como grupos de alto risco ou quando houver orientação médica direta. - Motivação da medida:
A decisão foi anunciada em 5 de janeiro de 2026 pelo Departamento de Saúde, liderado por Robert F. Kennedy Jr., e aprovada pelo CDC. O governo Trump argumenta que os EUA precisam alinhar seu calendário vacinal ao de outras nações desenvolvidas.
Reações e preocupações
- Profissionais de saúde manifestaram preocupação com a medida, temendo queda nas taxas de imunização e aumento da vulnerabilidade infantil a doenças preveníveis.
- Especialistas alertam que a retirada da recomendação pode gerar confusão entre pais e reduzir a confiança na vacinação, especialmente em comunidades já hesitantes.
- Impacto potencial: a mudança pode aumentar o risco de surtos de doenças como meningite e gastroenterite, além de reduzir a proteção contra a gripe em crianças.
A decisão dos EUA de reduzir recomendações para quatro vacinas infantis representa uma mudança significativa na política de saúde pública. Embora o governo argumente alinhamento internacional, especialistas destacam que a medida pode comprometer a imunização em massa e abrir espaço para o ressurgimento de doenças controladas. O episódio evidencia o desafio de equilibrar políticas governamentais com a necessidade de manter altas taxas de cobertura vacinal para proteger a população infantil.
