O influenciador e especialista em finanças Renan Ragazini, criador do perfil Investimentos FC, trouxe à tona um retrato contundente da realidade econômica venezuelana. Em análise recente, ele comparou o poder de compra da moeda local com o real brasileiro, destacando o impacto da hiperinflação sobre o cotidiano da população.
Segundo Ragazini, o salário mínimo na Venezuela equivale hoje a cerca de dois dólares por mês. Nesse cenário, R$ 10 correspondem a aproximadamente 3,3 milhões de bolívares venezuelanos. Apesar da cifra impressionar pelo volume, o valor é suficiente apenas para adquirir itens básicos, como um rolo de papel higiênico, um quilo de arroz ou, em situações de maior economia, até um quilo de carne.
A Venezuela enfrenta há anos uma crise econômica marcada pela desvalorização da moeda e pela perda de poder de compra da população. A hiperinflação transformou transações cotidianas em desafios, obrigando os cidadãos a lidar com cifras milionárias para adquirir produtos simples.
Ao trazer a equivalência direta com o real, Ragazini evidencia a disparidade entre os dois países. Enquanto no Brasil R$ 10 podem representar uma pequena compra de supermercado, na Venezuela o mesmo valor, convertido, expõe a fragilidade da economia local e a dificuldade de acesso a bens essenciais.
O quadro reforça a vulnerabilidade das famílias venezuelanas, que convivem com salários insuficientes para cobrir necessidades básicas. A dependência de remessas internacionais e de programas de assistência tornou-se parte da sobrevivência cotidiana.
