O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) gastou aproximadamente R$ 7 bilhões com viagens a serviço entre 2023 e 2025, conforme levantamento feito a partir dos registros públicos do Portal da Transparência e divulgado por veículos de imprensa. O valor inclui despesas com passagens, diárias, restituições e taxas de agenciamento de ministérios e órgãos federais.

Segundo a análise, em 2025 o montante chegou a R$ 2,35 bilhões, o que representa uma queda de cerca de 1% em relação a 2024, quando os gastos foram de R$ 2,37 bilhões. Apesar da leve redução anual, a média de gastos com viagens no atual mandato continua superior à de gestões anteriores.

O total acumulado desde 2023 já supera a soma dos seis anos anteriores ao terceiro mandato de Lula (2017–2022), período que incluiu anos marcados pela redução de deslocamentos presenciais durante a pandemia de Covid-19, quando restrições sanitárias reduziram significativamente as viagens oficiais.

Despesas por tipo e destino

De acordo com os dados, a maior parte das despesas em 2025 foi com viagens dentro do país (R$ 2,079 bilhões), enquanto os deslocamentos internacionais totalizaram cerca de R$ 276 milhões. Entre os destinos mais frequentes para missões oficiais estavam São Paulo, Distrito Federal, Minas Gerais, Paraná e o Pará, este último como sede da 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP30).

Entre os órgãos que mais gastaram com viagens em 2025 estão o Ministério da Justiça e Segurança Pública (cerca de R$ 396 milhões), o Ministério da Defesa (R$ 311 milhões) e o Ministério da Educação (R$ 304 milhões), seguidos pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (R$ 126 milhões).

Especialistas em administração pública ressaltam que viagens oficiais podem refletir tanto a necessidade de articulação entre governos e atores internacionais quanto demanda interna por ações administrativas em estados e regiões. No entanto, o volume de gastos também tem sido alvo de questionamentos políticos e debates sobre custo-benefício, sobretudo por superar em curto período cifras acumuladas em gestões passadas.

O levantamento considera apenas viagens registradas por ministérios e órgãos federais, sem incluir deslocamentos feitos diretamente pelo presidente da República, o que significa que o total real envolvendo toda a máquina pública pode ser ainda maior.