Brasília amanheceu em clima de tensão neste sábado, 22 de novembro de 2025, após a condução do ex-presidente Jair Bolsonaro pela Polícia Federal. A operação, determinada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, teve caráter sigiloso e rapidamente ganhou repercussão nacional, dominando redes sociais e noticiários.

A medida foi fundamentada na tentativa de violação da tornozeleira eletrônica e no risco de fuga durante uma vigília convocada por Flávio Bolsonaro em Brasília. Desde agosto, o ex-presidente cumpria prisão domiciliar por descumprimento de medidas cautelares em outro processo. Agora, permanece sob custódia da PF enquanto o caso é analisado pelo Supremo.

O episódio gerou reações imediatas e acentuou a polarização política. Setores da esquerda celebraram a prisão como um marco de responsabilização jurídica, enquanto grupos da direita denunciaram perseguição e vingança política. Em frente à Superintendência da PF, apoiadores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva chegaram a comemorar com champanhe, enquanto um breve desentendimento com simpatizantes de Bolsonaro foi rapidamente contido.

Renato Bolsonaro, irmão do ex-presidente, divulgou um vídeo confirmando a prisão e classificando o episódio como “a conclusão da injustiça que está acontecendo no país”. Já o líder do PL na Câmara, deputado Sóstenes Cavalcante, criticou duramente a decisão de Moraes, chamando-a de “psicopatia” e prometendo reação do partido. O deputado Nikolas Ferreira também se manifestou, acusando o STF de transformar o sistema judiciário em “instrumento de perseguição” e alertando para o risco de tirania.

O STF, por sua vez, divulgou imagens da tornozeleira eletrônica de Bolsonaro com avarias visíveis, incluindo partes derretidas. O vídeo gerou questionamentos sobre sua veracidade, mas reforçou a justificativa da prisão preventiva.

A detenção de Jair Bolsonaro marca mais um capítulo da crise política brasileira, ampliando a divisão entre apoiadores e opositores e colocando novamente o país sob os holofotes internacionais. Enquanto uns veem a medida como necessária para garantir a ordem pública, outros denunciam perseguição e arbitrariedade, em um cenário que promete intensificar ainda mais os embates políticos nos próximos dias.