Uma pesquisa nacional realizada pela consultoria On The Go, encomendada pelo Boticário, trouxe à tona um dado alarmante: 86% dos entrevistados afirmam já ter sido alvo de comentários ofensivos, comparações ou críticas vindas de familiares próximos, como irmãos, tios, primos e até pais. O levantamento, que ouviu cerca de 2 mil pessoas em todas as regiões do país, mostra que o chamado “bullying familiar” é uma realidade silenciosa e muitas vezes normalizada no ambiente doméstico.
Segundo o estudo, 50% das situações mais frequentes estão relacionadas à aparência, geralmente tratadas como “brincadeiras”, mas que deixam marcas emocionais duradouras. Apenas 17% dos participantes disseram conversar com frequência sobre esses incômodos, embora a maioria reconheça que gostaria de ver o tema discutido de forma mais aberta e cuidadosa.
Apesar do cenário preocupante, a pesquisa revela também uma perspectiva positiva: 71% acreditam que palavras de incentivo e afeto têm o poder de transformar relações familiares. Entre os desejos mais citados pelos entrevistados estão ouvir frases de acolhimento, respeito e apoio.
Carolina Carrasco, diretora de branding e comunicação do Boticário, destacou o papel da marca em provocar reflexões sociais: “Todos os anos trazemos temas que façam sentido para as pessoas e para o momento da sociedade. A pesquisa confirmou o que defendemos há anos: o poder do amor. As palavras podem marcar profundamente quem amamos, e o afeto é essencial na construção de vínculos mais positivos.”
A campanha de Natal da marca, intitulada “Palavras deixam marcas, que sejam de amor”, utiliza seu principal filme publicitário do ano para convidar o público a refletir sobre a forma como se comunica com quem ama e a ressignificar gestos e palavras no cotidiano.
Os dados também apontam que mulheres e jovens de 18 a 24 anos sentem os impactos com maior intensidade. Entre esses grupos, episódios recorrentes de comentários ou comparações afetam diretamente a autoestima: nove em cada dez afirmam que tais situações influenciam a forma como se veem.
Para Ana Cavalcanti, diretora de Insights da On The Go, compreender o fenômeno é essencial para mudar padrões de comunicação dentro das famílias: “Conversas afetuosas têm impacto significativo no bem-estar e na autoestima. Comentários simples podem ser interpretados de formas diferentes, e entender esse contexto é fundamental. A boa notícia é que existe abertura para mudança e disposição para construir relações mais positivas.”
