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A proposta de emenda à Constituição que busca extinguir a jornada de trabalho 6×1 foi debatida nesta quarta-feira (1º) no Senado, reunindo vozes divergentes entre empresários, sindicatos e governo. A PEC, já travada há mais de um mês na mesa do presidente da Casa, Davi Alcolumbre, propõe a redução das horas trabalhadas de 44 para 40 semanais, garantindo dois dias de descanso por semana.

Durante a audiência, empresários de setores estratégicos, como comércio e transporte, expressaram preocupações sobre os altos custos que a mudança acarretaria para as empresas, alegando que o aumento de encargos poderá prejudicar a economia. Ivo Dall’Acqua, presidente da Fecomércio-SP, enfatizou que o foco deve ser a produtividade e não a quantidade de horas trabalhadas, defendendo negociações entre patrões e empregados.

Por outro lado, o governo e representantes de centrais sindicais argumentam que a implementaçãoda PEC acarretaria custos comparáveis a um aumento no salário mínimo, sem riscos de demissões ou fechamento de negócios. O ministro da Secretária-geral da Presidência, Guilherme Boulos, reforçou que a proposta traz benefícios sociais significativos, especialmente considerando o aumento crescente de problemas de saúde entre trabalhadores, como depressão e burnout.

Os defensores da PEC destacam a necessidade de mais tempo livre para que os trabalhadores se dediquem a atividades familiares e pessoais, alegando que jornadas exaustivas impactam negativamente na qualidade de vida. Ricardo Patah, presidente da UGT, lembrou que a busca por jornadas mais justas remonta à história das greves no Brasil.

Nova Gestão do GDF

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Com a pressão das eleições de outubro, o presidente da Fiesp, Paulo Skaf, sugeriu que a votação da proposta fosse adiada. Ele argumentou que a discussão deveria ser mais profunda e não precipitada por interesses eleitorais, ressaltando a importância da liberdade nas decisões dos parlamentares. Enquanto isso, a batalha continua no Senado, com cada lado buscando convencer seus pares sobre o melhor caminho a seguir para o mercado de trabalho brasileiro.