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Durante a campanha para o primeiro turno das eleições gerais de 2026, um levantamento indicou que pelo menos 554 vídeos e imagens manipuladas, conhecidas como deepfakes, apareceram nas redes sociais. Este tipo de conteúdo é gerado por inteligência artificial e pode apresentar riscos à integridade do processo eleitoral.

O relatório do projeto VigIA, que monitora o uso de IA nas eleições, revelou que 60% das 920 publicações analisadas nesta fase eleitoral eram deepfakes. Este aumento preocupante ocorre mesmo após a proibição explícita pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que alertou sobre o potencial enganoso desses materiais, passíveis de gerar sanções severas contra candidatos que os disseminarem.

Entre as deepfakes analisadas, destacam-se vídeos com jornalistas anunciando notícias falsas e celebridades que simulam apoio a determinadas candidaturas. A maior parte das publicações fraudulentas (525) originou-se de contas de usuários anônimos, conforme apontado pela pesquisadora Beatriz Farrugia. Isso levanta um sério desafio para as autoridades, que precisam encontrar formas de coibir essa prática.

Além das deepfakes, o relatório também evidenciou que muitas publicações não sinalizavam o uso de inteligência artificial, desrespeitando as normas eleitorais. Apenas 40% dos conteúdos analisados estavam devidamente rotulados, o que pode dificultar a tarefa de fiscalização das candidaturas e confundir os eleitores.

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Os dados coletados revelaram que o foco das publicações está na promoção de candidaturas, com ataques a adversários também sendo frequentes. O atual presidente, Luiz Inácio Lula da Silva, foi a figura mais mencionada, e publicações sobre ele variaram entre sátiras e críticas, assim como as associadas a seu principal concorrente, Flávio Bolsonaro. A explicitação do uso de IA e a origem mais anônima das postagens evidenciam um cenário complicado para a democracia e a transparência no processo eleitoral.