A Coreia do Norte anunciou recentemente a realização de um teste de míssil de médio alcance com a incorporação da inteligência artificial (IA), que, segundo a declaração, foi capaz de mudar sua trajetória de voo. O teste, supervisionado pelo líder Kim Jong-un, ocorreu em 3 de outubro de 2026 e marca uma nova fase na utilização de tecnologia avançada em armamentos.
Kim Yo-jong, irmã do líder norte-coreano, destacou que o uso da IA em mísseis torna difícil para os adversários preverem e rastrearem os alvos. A afirmação foi feita em um comunicado onde ela ressaltou que, com esse tipo de armamento, ‘não há como evitar um ataque’. Essa declaração levanta preocupações sobre a escalada militar na península coreana.
Durante o teste, as Forças Armadas da Coreia do Sul relataram que o míssil disparado percorreu mais de 700 quilômetros em direção ao mar, embora Kim Yo-jong não tenha confirmado essa distância. Ela sugeriu que, utilizando uma nova tecnologia de trajetória, os sistemas de defesa inimigos não conseguem rastrear o míssil desde o seu lançamento.
Este teste ocorre em um ano de intensificação de lançamentos de mísseis pela Coreia do Norte, que já foram mais de dez, muitos deles em resposta a exercícios militares conjuntos entre a Coreia do Sul e os Estados Unidos. O desenvolvimento de mísseis com IA representa uma nova fronteira na corrida armamentista e levanta sérias questões sobre segurança internacional.
Expertos em segurança global indicam que este avanço tecnológico não apenas aumenta a capacidade de ataque de Pyongyang, mas também modifica o equilíbrio de poder na região. A preocupação se estende para a possibilidade de que outras nações sigam o exemplo e intensifiquem seus próprios programas de armamento baseado em inteligência artificial.



