Começa na próxima quarta-feira (5), em São Paulo, a oitava edição da Festa Literária Pirata das Editoras Independentes (Flipei), que promete atrair amantes da literatura e da cultura. O evento, que se estende até domingo (9), contará com mais de 180 convidados e 65 mesas de debates em diversos locais da região central da cidade, como o Espaço Cultural Elza Soares e o Central 1926.
Desde sua criação em 2018, a Flipei se consolidou como um espaço de resistência cultural, reunindo vozes de destaque nacional e internacional para discutir temas relevantes da atualidade, como política, literatura e movimentos sociais. Nesta edição, as mesas de debate abordarão assuntos que vão desde os conflitos no Oriente Médio até questões de saúde mental e direitos humanos.
Dentre os convidados internacionais, destacam-se a ativista Medea Benjamin e o jornalista Gideon Levy, ambos reconhecidos mundialmente por seu trabalho em defesa dos direitos humanos. Há também espaço para renomados intelectuais brasileiros como a deputada Luiza Erundina e a escritora Cidinha da Silva, que trarão suas experiências e reflexões para o festival.
Uma das novidades deste ano é a remobilização da exposição ‘Funk: um Grito de Ousadia e Liberdade’, que foi previamente encerrada em outro local devido a controvérsias. O evento se propõe a ser uma plataforma de expressão e liberdade, refletindo a diversidade cultural e social do Brasil.
Além dos debates, a Flipei também conta com uma rica programação que inclui apresentações musicais, exibições de filmes e atividades para crianças na ‘Zona Piratinhas’, promovendo uma experiência cultural inclusiva. Com a participação de cerca de 500 profissionais da área, o festival reafirma seu compromisso com as manifestações culturais periféricas.
