Equipamento não chegou à capital russa a tempo das Eleições 2026; segundo o TRE-DF, Moscou é o único local no exterior onde a votação precisou ser realizada manualmente
Em meio a milhares de brasileiros votando fora do país neste domingo (4), uma situação excepcional chamou a atenção: em Moscou, na Rússia, os votos estão sendo registrados em cédulas de papel.
Segundo o Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal (TRE-DF), responsável pela organização das eleições brasileiras no exterior, Moscou é o único local fora do Brasil onde foi necessário recorrer à votação manual neste primeiro turno.
O motivo não foi uma falha durante a votação. A urna eletrônica destinada à capital russa não chegou ao destino a tempo.
De acordo com Andrey Bernardes Pousa Correa, secretário de Tecnologia da Informação e Comunicação do TRE-DF, o equipamento teria ficado retido em Madri durante o transporte.
“As eleições estão correndo bem no exterior. Nenhuma urna foi para votação manual, exceto a de Moscou. Essa urna não chegou a tempo”, explicou o secretário durante coletiva de imprensa realizada neste domingo.
Como funciona o voto no papel?
Na votação manual, o eleitor utiliza cédulas de papel, que são depositadas em urnas de lona lacradas.
O procedimento funciona como uma alternativa de contingência para permitir a realização da eleição quando não é possível utilizar o equipamento eletrônico.
Para as Eleições 2026, o TRE-DF enviou 1.282 urnas eletrônicas ao exterior, além de 123 equipamentos de contingência.
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Resultados começam a chegar do outro lado do mundo
Por causa dos diferentes fusos horários, enquanto brasileiros ainda votam durante a manhã no país, seções instaladas em partes da Ásia e da Oceania já encerraram os trabalhos.
Até a coletiva deste domingo, o TRE-DF havia recebido 166 boletins de urna do exterior.
Desse total, 119 eram do Japão e 29 da Austrália. Também já haviam chegado boletins da China, Hong Kong, Coreia do Sul, Filipinas, Índia, Indonésia, Malásia, Nova Zelândia, Singapura, Tailândia e Taiwan.
A Justiça Eleitoral mantém uma estrutura específica para organizar a votação dos brasileiros que vivem fora do país. O TRE-DF disponibiliza, inclusive, uma área dedicada às mesas receptoras de votos no exterior nas Eleições Gerais de 2026.
A exceção registrada em Moscou, portanto, contrasta com a operação eletrônica realizada nas demais seções internacionais: neste domingo eleitoral, enquanto o Brasil utiliza urnas eletrônicas dentro e fora de suas fronteiras, uma parte dos eleitores brasileiros voltou ao papel para conseguir exercer o voto.


