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O Distrito Federal encerrou 2025 como o estado com a maior diversidade de cervejas e marcas por fábrica no Brasil, com 643 rótulos registrados nas 19 cervejarias locais. Entretanto, essa variedade vem acompanhada de um cenário preocupante: uma queda de 47,17% nos empregos formais do setor cervejeiro.

Os dados, revelados no Anuário da Cerveja 2026, mostram que o DF tem uma média impressionante de 31,6 rótulos e 33,8 marcas por estabelecimento. Esse desempenho é impulsionado pelo modelo de produção cigana, que permite que cervejarias que não possuem estrutura própria utilizem a capacidade de outras. Em 2025, dez operações desse tipo foram contabilizadas, reafirmando Brasília como um polo de experimentação e diversidade no mercado artesanal.

Contudo, a boa notícia da diversidade contrasta com a realidade do mercado de trabalho. As cervejarias do DF fecharam o ano com apenas 56 empregos formais, a maior queda entre todos os estados brasileiros. Esse movimento sugere um crescimento baseado em capacidade compartilhada, onde a produção não resulta, proporcionalmente, em mais postos de trabalho.

Mário Maciel, presidente-executivo do Sindicato Nacional da Indústria da Cerveja (Sindcerv), destaca que, apesar da inovação e diversidade, o setor precisa enfrentar o desafio de transformar esse crescimento em oportunidades reais de emprego. “O DF mostra que inovação e diversidade caminham juntas no setor cervejeiro”, afirma.

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Dessa forma, enquanto os amantes da cerveja em Brasília podem comemorar a variedade de opções nas prateleiras, o desafio que se impõe é a criação de mais oportunidades e uma melhor valorização dos profissionais que atuam nesse segmento tão vibrante.