Pesquisas recentes ressaltam o papel fundamental do exercício físico para pacientes diagnosticados com câncer. Em palestra no 13º Congresso de Geriatria e Gerontologia do Rio de Janeiro, o professor Daniel Galvão, da Universidade Edith Cowan, destacou como a prática esportiva pode não apenas auxiliar na recuperação, mas também melhorar a qualidade de vida durante o tratamento.
De acordo com Galvão, a atividade física aumenta a capacidade funcional dos pacientes, tornando-os mais aptos para enfrentar intervenções como cirurgias e tratamentos quimioterápicos. O resultado, afirmam os especialistas, pode ser uma redução no tempo de internação e na toxicidade dos tratamentos, impactando positivamente no quadro geral de saúde do paciente.
Um exemplo notável é o tratamento do câncer de próstata, que geralmente envolve a Terapia de Privação Androgênica. Este método, embora eficaz, pode trazer efeitos colaterais indesejados, como perda de massa muscular e aumento da gordura corporal. O exercício é uma estratégia eficaz para minimizar essas alterações, além de contribuir para o bem-estar emocional, aliviando sinais como fadiga intensa, ansiedade e depressão.
Mudanças na forma como a medicina encarava o exercício foram iniciadas principalmente a partir de 2019, após um aumento significativo de pesquisas sobre o tema. No entanto, Galvão observa que muitos sistemas de saúde ainda não têm estrutura adequada para incorporar o exercício como parte do tratamento oncológico, o que ressalta a necessidade de uma maior conscientização e educação ao redor dessa prática.
Além dos exercícios, a alimentação também desempenha um papel crucial na saúde dos pacientes. Especialistas alertam para os riscos do uso indiscriminado de suplementos alimentares, enfatizando que uma dieta equilibrada e variada é mais eficaz do que a simples suplementação. Estudos indicam que padrões alimentares saudáveis, como a dieta mediterrânea, podem reduzir significativamente o risco de fragilidade em idosos e promover uma melhor qualidade de vida.


