Em um triste episódio de violência doméstica, Flávia Gomes, 36 anos, foi assassinada a facadas por seu companheiro, Anderson Gonçalves, no Itapoã. O crime ocorreu na frente da filha do casal, de apenas 4 anos, e chocou a comunidade, que já se mostrou preocupada com as constantes brigas entre o casal.
De acordo com relatos de familiares, a relação de Flávia e Anderson foi marcada por mais de nove anos de agressões psicológicas e físicas. As irmãs da vítima, que acompanhavam a situação de perto, tentaram ajudar Flávia a sair dessa relação violenta, mas ela nunca formalizou as queixas à polícia, temendo pela reputação do companheiro.
Na tarde do ocorrido, após uma discussão violenta, Flávia saiu de casa com a filha e, ao voltar de um supermercado, foi cercada por Anderson. Testemunhas afirmam que ele sacou uma faca e atacou a vítima, que caiu no chão enquanto tentava proteger a filha, mandando-a correr.
Anderson, que é vigilante, aparentemente mantinha uma fachada pacífica em seu trabalho, mas revelava sua verdadeira natureza em casa. O crime, que agora é investigado como feminicídio, gerou indignação na comunidade do Itapoã e reavivou o debate sobre a violência contra a mulher em Brasília e no Distrito Federal.
A polícia já localizou o carro do autor em uma região isolada do Paranoá, mas seu paradeiro é desconhecido até o momento. A tragédia deixa Flávia com três filhos, sendo que a caçula é fruto do relacionamento com Anderson. O caso ilustra a urgência de ações mais efetivas para proteger as mulheres da violência doméstica.


