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No Distrito Federal, a piscicultura ganha força com o aumento da produção de tilápia, um peixe que se destaca pela boa aceitação no mercado. Guilherme Pereira, da Piscicultura Olimpo, na Ponte Alta, já produz 200 toneladas por ano, aproveitando áreas de água que antes estavam ociosas. Para ele, a tilápia é uma espécie promissora, devido à sua adaptabilidade e à demanda crescente.

Atualmente, 95% da produção de peixes no DF é de tilápia, de acordo com a Emater-DF, que contabiliza 1.073 piscicultores na região. A expectativa é que, em 2025, a produção alcance 2,6 mil toneladas, refletindo um crescimento em relação ao ano anterior. As áreas de cultivo estão concentradas principalmente em Ceilândia e Gama, onde a piscicultura representa uma alternativa viável para pequenas propriedades rurais.

Entretanto, muitos pequenos agricultores enfrentam um grande obstáculo ao tentarem acessar o mercado formal. O mercado informal se torna atrativo pela simplicidade, mas é menos seguro. Organizações como a Emater-DF buscam ajudar os produtores a se organizarem e a comercializarem seus produtos de forma mais eficiente, visando atingir supermercados e peixarias.

Um dos desafios é o financiamento. Guilherme explica que a produção de tilápia requer investimentos que vão além de 10 meses, levando a uma pressão financeira elevada. Os juros altos e a dificuldade em assegurar crédito são barreiras que dificultam o crescimento do setor.

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Além disso, inovação é uma palavra-chave para o desenvolvimento sustentável da piscicultura no DF. Tecnologias como tanques de irrigação revestidos por membrana plástica ajudam a economizar água e a otimizar custos. Recentemente, também foi firmado um acordo entre piscicultores e a Secretaria de Educação do DF para fornecer filé de tilápia nas escolas, o que ajudará a aumentar a produção e a sub-stituir peixes de outras regiões.