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O 13º Congresso de Geriatria e Gerontologia do Rio de Janeiro, o GeriatRio 2026, trouxe à tona a discussão sobre a autonomia de pacientes com demência. Durante o evento, foram destacados casos clínicos que evidenciam os desafios enfrentados por aqueles que estão em fase inicial da Doença de Alzheimer.

Um dos casos debatidos foi o de um homem de 81 anos que, apesar de ainda exercer sua independência nas atividades diárias, enfrenta dificuldades com o gerenciamento financeiro e o uso de medicamentos devido ao declínio cognitivo. A recusa em deixar sua casa para receber cuidados gera questionamentos sobre como garantir seu desejo de autonomia, mesmo em um cenário de saúde fragilizada.

A advogada e pesquisadora Nelma Melgaço enfatizou a importância de elaborar um plano avançado de cuidados ainda na fase inicial da demência. Este planejamento permite que as pessoas expressem suas preferências e valores, assegurando uma autodeterminação que pode ser vital antes da perda total da capacidade de decisão.

Isabela Trindade, fisioterapeuta e especialista em gerontologia, alertou que as redes de apoio podem, por vezes, ignorar as vontades dos pacientes. “Protegê-los não significa retirar toda sua capacidade de decisão”, destacou. Essa reflexão é essencial para garantir que a autonomia do paciente seja respeitada, mesmo em situações de fragilidade mental.

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O debate também incluiu questões sobre cuidados paliativos e morte assistida, enfatizando que esses conceitos devem ser ampliados e não restritos apenas ao fim da vida. A advogada Luciana Dadalto trouxe à tona a necessidade de repensar o tratamento oferecido a pacientes com demência, propondo que o planejamento para o fim da vida deve ser feito ao primeiro sinal de declínio cognitivo.

Assim, o GeriatRio 2026 não apenas trouxe à tona a importância da autonomia no contexto da demência, mas também destacou a necessidade de um olhar mais amplo sobre os cuidados paliativos, considerando o sofrimento e a qualidade de vida de quem enfrenta doenças irreversíveis.