O aumento do número de casos de sarampo em países como Estados Unidos, México e Canadá, onde ocorrerá a Copa do Mundo de 2026, levanta preocupações sobre a saúde dos turistas brasileiros que viajarão para o evento. A infectologista Natalie Del Vecchio, do Instituto Nacional de Saúde da Mulher, da Criança e do Adolescente Fernandes Figueira, pediu atenção redobrada à vacinação.
Natalie ressaltou que o sarampo é uma doença altamente contagiosa e que a baixa cobertura vacinal tanto nesses países quanto no Brasil aumenta o risco de reintrodução do vírus no país. Em 2025, o Brasil registrou 38 casos importados, destacando a importância de assegurar a imunização antes de qualquer viagem.
Os dados são preocupantes: no último ano, o Canadá noticiou mais de cinco mil casos de sarampo, enquanto o México teve um aumento drástico de sete para mais de seis mil registros. Nos Estados Unidos, os números também são alarmantes, com mais de dois mil casos reportados até janeiro de 2026.
Natalie Del Vecchio enfatizou a necessidade de que os brasileiros que pretendem viajar completem seu calendário vacinal. A recomendação é que crianças de 6 a 11 meses recebam a dose zero da vacina, enquanto pessoas de 12 meses a 29 anos devem ter duas doses. Adultos de 30 a 59 anos precisam, no mínimo, de uma dose ao longo da vida.
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Para assegurar a saúde dos viajantes e da população brasileira, o Ministério da Saúde lançou uma campanha nacional de vacinação. As vacinas estão disponíveis gratuitamente em unidades de saúde do Sistema Único de Saúde (SUS), e é essencial que os interessados busquem essa proteção.
É importante lembrar que o sarampo pode causar complicações graves, como pneumonia e encefalite. Os sintomas, tais como febre alta e manchas vermelhas, podem aparecer entre sete e 14 dias após a exposição ao vírus. Portanto, vacinar-se é uma medida essencial para viajar com segurança.
