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O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, liberou nesta segunda-feira (12) as visitas do senador Flávio Bolsonaro ao ex-presidente Jair Bolsonaro, após um período de suspensão de 90 dias. A decisão foi tomada em resposta a um pedido da defesa do ex-presidente, protocolado em 5 de outubro.

As visitas foram inicialmente suspensas em julho, devido a um incidente em que Flávio utilizou uma visita anterior para obter e divulgar uma carta do pai nas redes sociais. Isso foi considerado um descumprimento das medidas cautelares impostas contra Jair Bolsonaro, que atualmente cumpre prisão domiciliar em função de denúncias relacionadas à tentativa de golpe.

Apesar da autorização para a retomada das visitas, Moraes estabeleceu que estas devem seguir as mesmas regras de horários e condições aplicadas anteriormente. Além disso, o ministro deixou explícita a proibição de que as visitas tenham fins político eleitorais e que qualquer declaração ou manifesto do ex-presidente, mesmo por terceiros, não deve ser divulgado.

A decisão tem repercussões políticas significativas, especialmente em um ano eleitoral, uma vez que Flávio é candidato à presidência pelo PL. A proibição de uso das visitas em campanhas eleitorais ressalta as tensões entre a validade da defesa do ex-presidente e as regras impostas pela Justiça.

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Com a medida, espera-se que a relação familiar entre pai e filho se reestabeleça, mas sob a vigilância da Justiça, que continua a monitorar as atividades do ex-presidente em regime domiciliar. A condição de Jair Bolsonaro, tanto jurídica quanto política, permanece um tema de relevância no cenário eleitoral brasileiro.