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Um grupo de ativistas e entidades em defesa dos direitos dos animais se reuniu neste domingo (14) em frente ao Museu de Arte de São Paulo (Masp), na Avenida Paulista, para protestar contra a exportação de animais vivos. O ato faz parte de um movimento nacional que busca aumentar a conscientização sobre os riscos ambientais, sanitários e econômicos associados a essa prática.

Os manifestantes defendem que o transporte de animais vivos envolve maus-tratos, sendo os animais submetidos a condições desumanas durante longas viagens. Os ativistas alertam para o confinamento prolongado e a superlotação, que expõem os animais a situações de risco, como já presenciado em casos de acidentes com caminhões e barcos carregados de bois.

Patrícia Aguiar, representante do Movimento Nacional pelo Fim das Exportações de Animais Vivos, expressou preocupação com o bem-estar dos animais, que muitas vezes chegam a seus destinos com ferimentos. “Essa prática é cruel e antiética. Precisamos acabar com a exportação de animais vivos e promover o transporte de carne congelada em vez disso”, enfatizou.

Os ativistas destacaram que os animais são frequentemente transportados em condições precárias, enfrentando dias a fio em caminhões superlotados, expostos a suas próprias fezes e urinas. Manifestações como esta ressaltam a necessidade de políticas públicas mais rígidas, pois atualmente, cinco projetos de lei tramitam no Congresso Nacional com o objetivo de proibir ou aumentar a taxação em relação a essas exportações.

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Além de questões éticas, a prática é vista como ilegal, pois contraria preceitos da Constituição que garantem o tratamento digno aos animais. A mobilização busca pressionar os legisladores a agilizarem as discussões sobre as propostas que visam a proteger os direitos dos animais.