As pesquisas eleitorais são comumente mencionadas como “fotografia do momento”. Essa frase destaca que esses levantamentos capturam a opinião dos eleitores em um período específico, sem a intenção de prever resultados futuros. O professor Felipe Nunes, diretor da Quaest, explica que esses dados são vitais para compreender as tendências durante a campanha.
As campanhas eleitorais não são estáticas. Ao longo do processo, fatores como debates, propostas e eventos podem influenciar as percepções dos eleitores, refletindo essas mudanças nas pesquisas. Assim, para entender a dinâmica de uma eleição, é importante não se apegar a um único levantamento, mas acompanhar uma sequência que mostra as oscilações do apoio aos candidatos.
De acordo com Nunes, é comum que as eleições apresentem tendências de crescimento, queda ou estabilidade ao longo do tempo. Esses movimentos são naturais e ocorrem devido à evolução da campanha e às respostas dos eleitores às propostas apresentadas pelos candidatos.
Nas eleições de 2026, será feita uma ampla cobertura das pesquisas eleitorais. As emissoras da Globo, por exemplo, irão publicar 130 levantamentos da Quaest e do Datafolha, abordando disputas para o Senado, governos estaduais e a Presidência da República. Essa abordagem permitirá uma visão detalhada de como a corrida eleitoral se desenvolve.
O g1 iniciou a veiculação de uma série de vídeos diários que elucidam temas essenciais das eleições, como o funcionamento das pesquisas e as regras para o uso das redes sociais nas campanhas. Essa série se propõe a informar o público sobre a complexidade e as nuances do processo eleitoral, além de orientações para o dia da votação.
