Levantamento do Real Time Big Data mostra disputa acirrada entre os dois nomes no Distrito Federal; no primeiro turno, diferença também está dentro da margem de erro
A corrida pelo Palácio do Planalto apresenta um cenário de disputa apertada no Distrito Federal. Pesquisa do Real Time Big Data, divulgada nesta quarta-feira (19), mostra Flávio Bolsonaro (PL) com 44% das intenções de voto contra 39% de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em uma simulação de segundo turno entre os dois.

No primeiro turno, a distância também é pequena: Lula aparece com 36% e Flávio Bolsonaro, com 35%. Considerando a margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos, os números configuram empate técnico.
O levantamento ouviu 1.600 eleitores do Distrito Federal entre os dias 14 e 18 de agosto. O nível de confiança é de 95%, e a pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-05423/2026.
Segundo turno mostra diferença de cinco pontos
Na simulação de segundo turno, Flávio Bolsonaro aparece numericamente cinco pontos à frente de Lula no eleitorado do Distrito Federal.
O resultado, porém, deve ser interpretado dentro dos parâmetros da pesquisa e não como uma previsão do resultado eleitoral. Pesquisas de intenção de voto retratam o momento em que as entrevistas são realizadas e podem sofrer alterações ao longo da campanha, conforme mudam o cenário político, as candidaturas, as alianças e a percepção dos eleitores.
Levantamentos nacionais recentes do mesmo instituto apresentam números diferentes, evidenciando justamente a importância de considerar o recorte geográfico de cada pesquisa. Em pesquisa nacional realizada em julho, por exemplo, Lula aparecia à frente de Flávio Bolsonaro em uma simulação de segundo turno, com 45% contra 42%.
Rejeição também entra no cenário
O levantamento realizado no Distrito Federal também mediu a rejeição aos principais nomes testados.
Lula aparece com 48%, enquanto Flávio Bolsonaro registra 40%. Na sequência está Ronaldo Caiado (PSD), com 30%.
Publicidade
A rejeição mede a parcela dos entrevistados que afirma que não votaria em determinado candidato e, portanto, representa outro indicador relevante para compreender o cenário eleitoral. Ela não corresponde diretamente à intenção de voto e pode mudar durante o processo eleitoral.
O que os números dizem sobre Brasília
O Distrito Federal tem características políticas próprias e, historicamente, apresenta um eleitorado bastante disputado por diferentes forças políticas. Por isso, levantamentos específicos da região podem apresentar resultados diferentes daqueles observados em pesquisas realizadas em todo o país.
No levantamento atual, a proximidade entre os dois principais nomes no primeiro turno indica um cenário ainda aberto entre os eleitores do DF. A diferença de apenas um ponto percentual está integralmente dentro da margem de erro.
No segundo turno simulado, a distância aumenta numericamente, mas a interpretação dos números continua condicionada à metodologia e ao momento em que a pesquisa foi realizada.
Uma fotografia, não uma previsão
É importante destacar que uma pesquisa eleitoral funciona como uma fotografia do eleitorado em determinado período. Ela não determina quem vencerá a eleição e não substitui o resultado das urnas.
Entre a realização do levantamento e a votação, podem ocorrer mudanças nas candidaturas, debates, alianças, campanhas, acontecimentos políticos e econômicos e alterações na percepção dos eleitores.
Por isso, os números divulgados pelo Real Time Big Data ajudam a compreender como estava o cenário eleitoral no Distrito Federal entre 14 e 18 de agosto, mas não permitem antecipar o resultado da eleição.
A pesquisa ouviu 1.600 eleitores, tem margem de erro de dois pontos percentuais e nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado no TSE sob o código BR-05423/2026.
