A partir de hoje, o Museu de Arte Contemporânea (MAC Dragão), em Fortaleza, abre as portas para a exposição ‘Terror celestial’. Com curadoria de Lucas Dilacerda, a mostra reúne obras de 24 artistas que exploram o imaginário do medo e do terror no contexto da população LGBT+, propondo uma reflexão sobre como esses sentimentos podem ser transformados em forças criativas.
Dilacerda explica que, historicamente, a sociedade marginaliza a comunidade LGBT+, rotulando seus membros como monstros ou aberrações. Essa violência gera traumas que se reverberam na vida adulta. Por meio da arte, a exposição busca investigar e reelaborar esse imaginário do terror, transformando-o em uma força de criação.
Dividida em três linhas curatoriais, a mostra conta com obras que discutem a monstruosidade, a espiritualidade e a desobediência de gênero. Entre as obras, o público encontrará figuras híbridas e surrealistas que desafiam as fronteiras do humano, além de temas espiritualistas que buscam cura fora dos dogmas religiosos tradicionais.
Dilacerda destaca que a seleção dos artistas considerou diversidade de raça, território e linguagem, refletindo que a comunidade LGBT+ não tem uma única cara, mas é rica em múltiplas expressões. Recursos de acessibilidade, como textos em Libras e audiodescrição, também foram incorporados para integrar diferentes públicos.
‘Terror celestial’ segue até o dia 4 de outubro, prometendo uma imersão única que desafia percepções e amplia o diálogo sobre a violência e a resistência da comunidade LGBT+ através da arte.
