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Um escândalo envolvendo o Governo do Distrito Federal (GDF) e o banco digital PicPay está causando polêmica entre os servidores públicos. A investigação do Ministério Público do DF revelou que a antecipação salarial oferecida pelo PicPay disfarçava empréstimos com juros exorbitantes, atingindo taxas de até 7,55%.

Essas cobranças, sob a forma de “taxa de antecipação”, foram identificadas durante a Operação Juros Zero, que cumpriu 50 mandados de busca e apreensão em Brasília e outras cidades. O esquema, que pode ter movimentado mais de R$ 81 milhões entre 2024 e 2025, levantou suspeitas não só sobre a fintech mas também sobre ex-autoridades públicas, incluindo o ex-secretário de Economia Ney Ferraz.

O controvérsio foi desencadeado pelo decreto assinado pelo ex-governador Ibaneis Rocha, que permitiu a criação de convênios com empresas privadas para o adiantamento de salários. Esse movimento facilitou a atuação do PicPay, que atuou em conluio com estruturas do governo para operar transações que, segundo o Gaeco, beneficiaram a empresa de forma ilícita.

Investigadores apontam que os servidores estavam, na verdade, assumindo empréstimos disfarçados, com taxas de juros que, em regimes de juros compostos, superariam 2.612% ao ano. As ações irregulares foram denunciadas por meio de documentos que revelam a ausência de controle e fiscalização adequada no sistema de consignações.

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A Secretaria de Economia reagiu afirmando que a investigação trata de contratos estabelecidos anteriormente à atual gestão. Já o PicPay negou qualquer irregularidade, assegurando que opera de acordo com a legislação vigente. Contudo, a situação gerou um clima de desconfiança entre os servidores sobre a segurança e a legalidade das práticas adotadas em suas remunerações.