por @rochellycosta

Chef brasiliense acompanha colheita no Rio Grande do Sul e documenta avanço da olivicultura para livro sobre azeites extravirgens

O crescimento da produção de azeites extravirgens no Brasil vive um dos momentos mais expressivos dos últimos anos. Impulsionada por uma safra considerada histórica, a olivicultura nacional amplia sua presença no mercado e fortalece a reputação dos azeites produzidos no país, especialmente na região Sul.

É nesse cenário que a chef de cozinha, azeitóloga e sommelier de azeites Leninha Camargo está percorrendo olivais do Rio Grande do Sul para acompanhar de perto a colheita de 2026. A viagem integra a produção de um livro dedicado ao azeite brasileiro, reunindo registros feitos diretamente nas plantações e nas etapas de extração do produto.

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A expectativa do setor é que a safra resulte em cerca de um milhão de litros de azeite extravirgem, consolidando um dos maiores ciclos produtivos da história recente da olivicultura nacional.

Entre as propriedades visitadas está a Fazenda Batalha, na Campanha Gaúcha, considerada um dos principais projetos da olivicultura brasileira. Com aproximadamente 500 hectares cultivados, a fazenda estima colher cerca de 2 milhões de quilos de azeitonas, volume suficiente para produzir aproximadamente 260 mil litros de azeite extravirgem nesta safra.

Além da capacidade produtiva, a propriedade investe em variedades adaptadas ao clima da região e em um controle rigoroso entre a colheita e a extração, fatores considerados decisivos para preservar a qualidade sensorial do azeite.

Outro destaque da visita foi o Lagar H, unidade responsável pelo processamento das azeitonas. A estrutura utiliza sistemas que controlam variáveis como tempo, temperatura e oxidação durante a extração, reduzindo o intervalo entre a colheita e a moagem — uma das etapas mais importantes para garantir um azeite extravirgem de alta qualidade.

O empreendimento também adota práticas voltadas à sustentabilidade, incluindo reaproveitamento de subprodutos da extração, gestão de resíduos e otimização do consumo de água e energia.

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Durante a imersão, Leninha Camargo também conheceu a produção da Prosperato, marca que figura entre as referências da olivicultura nacional. A empresa trabalha com variedades como Koroneiki, Arbequina, Picual e Frantoio, produzindo tanto blends quanto azeites monovarietais desenvolvidos para valorizar as características do terroir brasileiro.

Segundo a chef, o avanço da produção nacional passa não apenas pelo aumento do volume, mas também pela valorização da origem dos produtos e pelo fortalecimento da identidade do azeite brasileiro no mercado.

A pesquisa realizada durante a viagem servirá de base para um livro sobre azeites extravirgens que está sendo desenvolvido com a chancela da Editora Senac. A publicação pretende apresentar ao público o processo de produção, a diversidade dos olivais brasileiros e o crescimento de um setor que vem conquistando reconhecimento dentro e fora do país.

Além do livro, Leninha desenvolve a Olive Oil Experience, experiência voltada à degustação e harmonização de azeites extravirgens, com o objetivo de aproximar os consumidores do universo da olivicultura brasileira e ampliar o conhecimento sobre um dos produtos que mais cresce na gastronomia nacional.