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Em uma importante negociação, o governo federal e o Congresso decidiram retirar a proposta de utilização de recursos do Fundo Social para o programa de renegociação das dívidas do agronegócio. A informação foi confirmada pela senadora Tereza Cristina, após uma reunião com parlamentares e integrantes do Ministério da Fazenda.

O Fundo Social, criado para receber parte das receitas da exploração do pré-sal, destina-se a financiar áreas como educação e saúde, e sua utilização para o agronegócio gerava resistência tanto na equipe econômica quanto entre setores da sociedade. O entendimento alcançado entre as partes deve permitir que a discussão sobre o projeto avance na Comissão de Assuntos Econômicos do Senado.

Paulo Pimenta, líder do governo na Câmara, afirmou que o Tesouro Nacional buscará fontes alternativas para custear a renegociação das dívidas. Ele ressaltou que ainda não há uma estimativa oficial sobre o volume total que poderá ser renegociado, uma vez que os critérios específicos para a liberação dos recursos ainda estão sendo discutidos.

Entre as novas condições do programa, está a proposta de aumentar o período de carência de um para dois anos e o prazo de pagamento das dívidas de seis para até dez anos. Essas mudanças visam aliviar a situação dos produtores rurais, com taxas de juros ajustadas de acordo com o porte de cada um.

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Além disso, uma proposta analisa a possibilidade de conceder prioridade a agricultores que enfrentaram duas safras consecutivas prejudicadas por eventos climáticos extremos, garantindo tratamento mais favorável a esses produtores. A expectativa é de que isso beneficie diretamente uma parcela significativa do setor agrícola brasileiro.

Com este acordo, a necessidade de edição de uma medida provisória para a renegociação das dívidas rurais foi reduzida, uma vez que o projeto já tramita no Senado, facilitando o andamento das discussões dentro do Congresso.