Neste domingo (28/6), começaram a valer novos reajustes nas tarifas de seis linhas de ônibus que ligam o Entorno ao Distrito Federal, operadas pela Taguatur. Os aumentos variam entre 2,8% e 13,59%, causando descontentamento entre trabalhadores que dependem desse transporte para suas atividades diárias. Para compensar, duas linhas registraram redução nas tarifas.
Geusilene Lopes, moradora de Novo Gama e babá, é uma das que sentem o peso do aumento. Com a passagem já custando R$ 10,35, ela afirma que o valor excessivo dificulta o orçamento, tanto para os passageiros quanto para os empregadores, que pensam duas vezes antes de contratar quem vive no Entorno.
Além do problema do preço, as condições do serviço também são motivo de críticas. Geusilene menciona que os ônibus costumam estar lotados e quebrados, com atrasos que frequentemente fazem com que os passageiros aguardem por longos períodos, especialmente nos fins de semana. Esse cenário se repete na rotina de outros moradores da região, como Almira Alves e Antônia Rodrigues, que relatam experiências similares de desconforto e estresse ao usar o transporte público.
Para Almira, que utiliza o transporte várias vezes por semana, pagar uma passagem cara enquanto enfrenta ônibus cheios e sujos é inaceitável. Para muitos, a possibilidade de encontrar um lugar para sentar se tornou um luxo inviável, e essa realidade pode afetar as oportunidades de trabalho no DF.
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A insatisfação é generalizada entre moradores do Entorno. O autônomo Danuzio Alencar observa que, embora sua linha não esteja entre as afetadas pelo reajuste, a qualidade do serviço em geral deixa a desejar. A frustração se acentua com a percepção de que, enquanto os preços aumentam, não há melhorias significativas na estrutura e no atendimento.
As reclamações refletem uma luta diária por dignidade no transporte público, essencial para a vida e o trabalho de milhares de pessoas que cruzam a fronteira entre o Entorno e Brasília. O aumento das tarifas, sem melhorias nas condições do serviço, tem o potencial de agravar a situação econômica e social de uma população que já enfrenta várias dificuldades.
