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O ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, anunciou nesta quinta-feira (28) a retirada de sua pré-candidatura ao Senado Federal, representando o partido PP. A decisão ocorre em meio a investigações da Polícia Federal que o envolvem em fraudes financeiras.

Castro declarou que sua escolha foi fruto de uma profunda reflexão pessoal e familiar, após semanas marcadas por intensa exposição pública e acusações que afetaram sua carreira e a de sua família. Ele enfatizou a necessidade de se dedicar integralmente à sua defesa e ao esclarecimento das denúncias.

Nos últimos dias, o ex-governador foi alvo de diversas operações da PF, com foco em fraudes financeiras ligadas ao grupo do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. As investigações apontam que, durante sua gestão, Castro teria facilitado aportes de mais de R$ 3 bilhões do fundo de previdência dos servidores do estado, o Rioprevidência, para o banco, em troca de vantagens indevidas.

A oitava fase da Operação Compliance Zero, que investiga delitos financeiros, foi realizada recentemente em sua residência. Além disso, Castro enfrenta uma condenação pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que o torna inelegível até 2030, desafiando-lhe a recorrer contra a decisão.

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O TSE agendou para o dia 2 de junho o julgamento do recurso de Castro, que visa reverter essa inelegibilidade. A eleição indireta para o cargo vago será realizada por deputados da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, uma vez que ele renunciou ao mandato para se candidatar ao Senado.