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A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) anunciou que o reajuste para os planos de saúde individuais e familiares será de, no máximo, 5,11%. Essa decisão foi comunicada na última sexta-feira e representa o menor percentual autorizado pela agência desde o ano 2000, excluindo o ano de 2021, quando os planos tiveram um reajuste negativo em decorrência da pandemia de covid-19.

Atualmente, o Brasil conta com cerca de 7,7 milhões de clientes de planos individuais, o que equivale a aproximadamente 14,5% do total de 52,9 milhões de consumidores de planos de saúde no país. O novo porcentagem de reajuste também reflete mudanças significativas em comparação com os aumentos anteriores, que eram bem mais altos — por exemplo, o reajuste de 2022 foi de 15,5%.

O reajuste, que se aplica aos contratos firmados a partir de 1º de janeiro de 1999, pode ser implementado apenas no mês de aniversário do contrato. Para aqueles com aniversário em maio e junho, a cobrança do novo valor começará em julho ou, no máximo, agosto, retroagindo até a data de aniversário, segundo as diretrizes da ANS.

A ANS esclarece que este ajuste máximo é definido não apenas com base na inflação geral, mas também considerando a frequência de utilização dos serviços de saúde e os custos assistenciais das operadoras. A necessidade de garantir a sustentabilidade do setor de saúde e, ao mesmo tempo, a capacidade de pagamento dos beneficiários é um dos principais objetivos da agência, conforme declarado por Wadih Damous, diretor-presidente da ANS.

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Esse reajuste é uma medida que visa acomodar as variações nos custos de saúde e o uso efetivo dos serviços, buscando sempre um equilíbrio. Embora a decisão traga alívio em comparação a aumentos passados, os consumidores devem se preparar para uma nova realidade financeira em relação ao pagamento de seus planos de saúde.