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A polícia prendeu três pessoas envolvidas em uma organização criminosa que extorquia membros da comunidade LGBTQIAPN+. A ação ocorreu no município de Valença, no Rio de Janeiro, onde foram cumpridos quatro mandados de prisão e de busca e apreensão.

A investigação foi motivada após uma mulher trans registrar um boletim de ocorrência na Delegacia Especial de Repressão aos Crimes por Discriminação Racial, Religiosa ou por Orientação Sexual. Ela relatou ter sido vítima de extorsão após entrar em um grupo de mensagens que propagava conteúdo pornográfico.

Após sair do grupo, a vítima começou a receber ameaças, sendo cobrada sob pena de divulgação de informações falsas sobre envolvimento com pedofilia. Temendo pela sua segurança, a mulher chegou a transferir R$ 2 mil para os criminosos.

Os presos incluem uma mulher de 45 anos, sua filha de 25 anos e um homem de 30, ex-companheiro da mulher. A quarta integrante do grupo, com 31 anos, permanece foragida. A dinâmica do grupo era bem estruturada, com a jovem administrando as extorsões e a mãe gerenciando o fluxo financeiro das operações criminosas.

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Após a prisão, os detidos foram levados ao sistema penitenciário do estado do Rio de Janeiro. O caso ressalta a importância de medidas de segurança para a comunidade LGBTQIAPN+, especialmente em tempos em que a extorsão por meio de plataformas digitais se torna mais comum.

Além das prisões, ao todo, quatro celulares foram apreendidos, e a organização é suspeita de envolvimento em outros crimes semelhantes em diferentes estados do país. Essa situação alerta os moradores do DF quanto à necessidade de denunciar comportamentos abusivos e de proteger seus dados pessoais online.