A morte de Aroldo Souza Castro, de 44 anos, na madrugada deste domingo (18), na UPA de Sobradinho II, no Distrito Federal, gerou grande comoção e levantou questionamentos sobre o atendimento na unidade de saúde. Segundo relatos da família, Aroldo apresentava dores no peito e dormência na perna, mas o socorro médico teria demorado.

Testemunhas afirmam que, ao buscar ajuda na UPA, Aroldo foi encaminhado para a sala de medicação, onde recebeu um medicamento para dor muscular antes de retornar à área de espera. Sua situação, no entanto, piorou, levando a uma resposta tardia por parte da equipe médica.

De acordo com o Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (Iges-DF), responsável pela administração da unidade, o paciente foi transferido para a sala vermelha, onde as manobras de reanimação foram iniciadas. A família, porém, contesta essa versão, alegando que não houve atendimento adequado e que medidas mais eficazes poderiam ter sido tomadas antes de seu quadro se agravar.

O caso reacende discussões sobre a qualidade dos serviços de urgência e emergência no Distrito Federal, em especial o tempo de resposta das unidades públicas de saúde diante de pacientes com sintomas graves. Relatos de demora no atendimento e falta de estrutura são temas frequentes em denúncias de usuários do sistema.

As autoridades devem analisar a situação para verificar eventuais falhas na prestação do serviço. O Iges-DF ainda não forneceu detalhes adicionais sobre o caso, mas a família de Aroldo Souza Castro busca esclarecimentos e justiça diante da perda repentina.