O ator José de Abreu publicou neste domingo (4) em seu perfil no X (antigo Twitter) um vídeo comentando sobre a suposta captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro após ataques dos Estados Unidos contra a Venezuela. Na gravação, o artista afirmou que deseja cancelar seu visto americano como forma de protesto contra o governo norte-americano.

Em suas palavras, José de Abreu declarou:

“Não pretendo mais visitar o país enquanto perdurar esse governo que não respeita as convenções internacionais. Será que a embaixada dos EUA poderia me ajudar?”

Na sequência, explicou que não poderia destruir o visto por conta própria:

“O passaporte pertence ao governo brasileiro. Mas o visto americano, aquilo que é colado no passaporte, pertence ao governo americano. Não posso rasgar ou queimar algo que não me pertence.”

O ator ainda lamentou sua decisão, destacando o apreço por cidades norte-americanas:

“Apenas se informem. Senão queimava em praça pública. Os EUA não merecem Trump. É o alçapão no fundo do poço. Fui dezenas de vezes a Nova Iorque, algumas na Califórnia, duas na Flórida e uma em Las Vegas. Adoro Nova Iorque e São Francisco. Pena.”

A declaração rapidamente repercutiu nas redes sociais, dividindo opiniões. Parte dos internautas apoiou a postura do artista, destacando sua coerência política, enquanto outros criticaram a atitude, classificando-a como exagerada ou midiática.

O episódio evidencia como manifestações de figuras públicas podem ganhar dimensão política e simbólica, especialmente em contextos de tensão internacional. Embora o cancelamento de vistos seja um ato individual, a repercussão amplia o debate sobre soberania, diplomacia e liberdade de expressão. A postura de José de Abreu reforça o papel dos artistas como agentes de opinião, capazes de mobilizar discussões sociais e políticas para além do campo cultural.