O mercado financeiro iniciou a semana com sinais de maior tranquilidade. O dólar comercial caiu 1% e voltou ao patamar de R$ 5,26, movimento atribuído ao momento de alívio no cenário internacional. A ausência de novos episódios que intensificassem o conflito no Oriente Médio nos últimos dias levou investidores a desfazer parte das posições defensivas, favorecendo moedas emergentes como o real.

>> Siga o Imprensa Brasília no WhatsApp

Analistas destacam que o câmbio vinha pressionado por fatores externos, sobretudo pela aversão ao risco provocada por tensões geopolíticas. Com a diminuição da percepção de ameaça imediata, houve espaço para a valorização de ativos de países em desenvolvimento. Além disso, o fluxo de exportadores contribuiu para reforçar a oferta de dólares no mercado doméstico.

Apesar da queda, especialistas alertam que o ambiente segue volátil e que o câmbio continua sensível a qualquer nova escalada de conflitos ou mudanças na política monetária dos Estados Unidos. O Federal Reserve ainda sinaliza cautela em relação ao corte de juros, o que mantém o dólar em patamar elevado frente às principais moedas globais.

No Brasil, o recuo da moeda americana é visto como positivo para conter pressões inflacionárias, já que reduz o custo de importados e pode aliviar preços de combustíveis e alimentos. No entanto, o movimento é considerado pontual, sem indicar tendência firme de apreciação do real.

Em síntese, o dólar a R$ 5,26 reflete um breve respiro no mercado global, mas a trajetória futura dependerá da evolução dos conflitos internacionais e das decisões de política monetária nos EUA. O cenário exige atenção redobrada de investidores e autoridades econômicas, que seguem monitorando os riscos externos e internos.