Pesquisadores, jornalistas e estudantes de comunicação se reúnem desde esta quarta-feira (20) no 7º Simpósio Nacional do Rádio, que acontece no Palácio Gustavo Capanema, no Rio de Janeiro. O evento, que comemora os 90 anos da Rádio Nacional, tem como tema central “Memória, inovação e futuros da mídia sonora”.
Promovido pela Empresa Brasil de Comunicação (EBC) e pelo Grupo de Pesquisa Rádio e Mídia Sonora da Intercom, o simpósio busca discutir as continuações e mudanças que o rádio enfrenta em meio ao avanço tecnológico e transformações sociais. A programação inclui mesas-redondas que abordam desde a história do rádio até o seu potencial de inovação e inclusão, especialmente entre populações da Amazônia, que ainda dependem da rádio como principal meio de informação.
A radialista Mara Régia destacou a importância da Rádio Nacional da Amazônia em sua relação com comunidades isoladas. Segundo ela, o rádio não é apenas uma mídia, mas um instrumento vital de cidadania e pertencimento, que oferece suporte e informações àqueles que vivem fora dos grandes centros urbanos.
Outro painel contou com a participação do jornalista Heródoto Barbeiro, que ressaltou a relevância do rádio na vida cotidiana. Ele lembrou da capacidade desse meio de comunicação de se adaptar às mudanças e de manter uma conexão íntima com os ouvintes, afirmando que, apesar das novas tecnologias, o rádio permanece como um canal essencial de informação para a população.
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Além disso, o evento traz também a história de conquistas femininas na mídia sonora, como a jornalista Luciana Zogaib, reconhecida como a primeira mulher a narrar uma partida de futebol no rádio brasileiro. Sua trajetória simboliza a luta por uma maior representatividade feminina no setor.
Com debates ricos e uma programação diversificada, o 7º Simpósio Nacional do Rádio reafirma o papel do rádio como uma ferramenta resistente e adaptável, crucial na construção da identidade cultural brasileira, especialmente em tempos de significativa transformação pela tecnologia.
