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A Festa do Divino, um dos eventos mais tradicionais de Planaltina, no Distrito Federal, mobiliza uma legião de peregrinos que transitam por estradas de terra, celebrando a fé e a cultura local. Com um ambiente repleto de música, cantos religiosos e o som de instrumentos como violas e sanfonas, a festividade não é apenas um evento religioso, mas uma verdadeira celebração comunitária que atravessa gerações.

Com mais de um século de história, a festa foi reconhecida como Patrimônio Cultural Imaterial do Distrito Federal em 2013. Desde a chamada Folia de Roça, que percorre áreas rurais, famílias e devotos visitam fazendas e propriedades, levando orações e as icônicas bandeiras do Divino Espírito Santo. Essa prática, que remonta às origens da festividade, busca evangelizar comunidades mais distantes das igrejas.

Entre os participantes, a continuidade da tradição é uma questão de família. O policial civil Sebastião Xavier Gonçalves, de 61 anos, carrega a memória de seu pai, o pioneiro da folia, passando a devoção a seus filhos e netos. Para muitos, como a aposentada Ivanilde Gonçalves, a experiência da festa é um legado que une família e fé, destacando a importância dos acampamentos comunitários durante o trajeto.

A Festa do Divino chega à sua 144ª edição, coordenada por Vivian de Oliveira e Alan Souza. Para os organizadores, a festividade não começa apenas um mês antes, mas requer planejamento e mobilização ao longo do ano para envolver a comunidade local e celebrar a devoção ao Divino Espírito Santo.

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As celebrações não se restringem às zonas urbanas, com a programação abrangendo tanto o centro da cidade quanto áreas rurais, culminando no tradicional Encontro das Bandeiras. Neste ano, espera-se uma grande participação da população, destacando a força da cultura popular e das expressões tradicionais, como a música caipira, favorecendo o fortalecimento da identidade comunitária no Distrito Federal.