Margô Lima, uma artista de 73 anos, se tornou uma fonte de inspiração em Brasília ao provar que a vida após os 60 pode ser vibrante e cheia de realizações. Após enfrentar desafios que incluíam a perda de parte dos dedos do pé devido à diabetes e um AVC, ela encontrou no teatro e na música um novo significado para sua existência.
Natural de Codó, no Maranhão, Margô, que é o nome artístico de Maria Gorete Lima, começou sua trajetória artística enquanto buscava combater a depressão. Aos 49 anos, decidiu se inscrever em atividades oferecidas pelo Sesc-DF, bem próximo de casa, onde aproveitou oportunidades em hidroginástica, teatro e coral. A participação em tantas atividades chamou a atenção de amigos, que brincavam dizendo que ela poderia montar uma cabana na unidade.
Mesmo com algumas limitações físicas, Margô se recusa a desistir. Recentemente, ela participou de uma campanha da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) para a Copa do Mundo, que foi exibida em horário nobre na TV. A atriz não esconde a emoção ao recordar a repercussão do vídeo, elogiado inclusive por familiares que vivem longe.
O passado desafiador de Margô foi marcado por muitas dificuldades, incluindo discriminação e a luta por reconhecimento. Após ser levada para Brasília, ela trabalhou como telefonista por 30 anos e enfrentou uma relação abusiva que a afastou de sua autoconfiança. Mas a força de sua filha e netos trouxe novos ventos, e ela se reergueu ao ingressar no Sesc + Vividos, um programa que atende milhares de idosos no DF, promovendo atividades que ajudam na saúde mental e física.
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Atualmente, Margô é um rosto conhecido em Brasília, participando de várias campanhas publicitárias e filmes. Sua experiência e amor pelo palco se traduzem em um sentimento de pertencimento e autoestima, uma evolução que não passou despercebida na comunidade. Sua jornada revela não apenas um relato pessoal de superação, mas também um chamado à valorização da maturidade e da cultura na vida dos maiores de 60 anos.
