Imagem ilustrativa da matéria

Uma nova pesquisa mostrou que a terapia celular CAR-T Cell apresenta uma taxa de resposta de 87,5% em pacientes com linfoma não Hodgkin que já haviam tentado outros tratamentos sem sucesso. O estudo foi conduzido no Hemocentro de Ribeirão Preto, em colaboração com o Instituto Butantan e o Ministério da Saúde.

Os resultados preliminares foram anunciados recentemente pelo Ministério da Saúde, que investiu R$ 100 milhões na pesquisa. O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, destacou que esses resultados trazem esperança a pacientes que precisam urgentemente desse tratamento inovador.

A terapia vem sendo testada em um grupo que inclui crianças e adolescentes, especialmente aquelas com leucemia linfoide aguda, a forma mais comum de câncer infantil. Embora a maioria das crianças responda bem à quimioterapia, a CAR-T Cell pode ser uma alternativa crucial para os 10% que não reagem ao tratamento tradicional.

O governo planeja que, uma vez aprovado, o tratamento seja incorporado ao SUS, possibilitando que os pacientes recebam a terapia de forma gratuita. Além disso, a produção em larga escala na fábrica de Ribeirão Preto promete reduzir custos, beneficiando ainda mais os usuários.

Publicidade

Os protocolos do estudo incluem a monitorização dos pacientes por pelo menos um ano após a aplicação da terapia, assegurando a análise de sua segurança e eficácia. Com o recrutamento de novos participantes em andamento, a conclusão das análises e a possível aprovação pelo registro devem ocorrer em aproximadamente um ano e meio.