A Justiça do Distrito Federal sentenciou Janilson Quadros de Almeida a mais de 39 anos de prisão pelo feminicídio da servidora pública federal Daniella di Lorena Pelaes de Almeida. O crime brutal ocorreu no dia 25 de maio de 2024, na residência da vítima, localizada no Jardim Botânico, onde ela foi morta a facadas enquanto dormia.
O julgamento, realizado na última quarta-feira (10/6), contou com a presença de familiares da vítima, refletindo a emoção e indignação geradas pelo ato de violência. O juiz responsável ressaltou o histórico de comportamento ciumento e controlador do réu, além da sua incapacidade de aceitar o término do relacionamento. Essa conduta foi considerada agravante, evidenciando a dinâmica de domínio e violência doméstica presente no caso.
O promotor de Justiça, Marcelo Leite, enfatizou a gravidade das consequências do crime, que não afetam apenas a vítima, mas também sua família, que perdeu uma mãe e filha de apenas 46 anos. A defesa de Janilson tentou alegar legítima defesa, mas as evidências, incluindo testemunhas que presenciaram o crime, não sustentaram essa argumentação.
Daniella, mãe de três filhos, vinha contribuindo para a sociedade como servidora na Telebras e anteriormente ocupou cargos estratégicos em sua cidade natal, no Amapá. Seu assassinato representa mais um caso trágico de feminicídio em um ano que já registrou outras vítimas no Distrito Federal, refletindo a necessidade urgente de discutir e combater a violência contra a mulher.
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A sentença garantiu uma resposta à sociedade frente à impunidade que muitas vezes permeia esses casos, demonstrando o compromisso da Justiça em combater a violência de gênero e proteger as vítimas de feminicídio.
