As mortes no trânsito causadas pelo consumo de álcool no Brasil registraram uma queda de 19,5% entre 2010 e 2024. A taxa passou de 15 mil para 13.075 óbitos, conforme dados divulgados em 19 de junho, Dia Nacional da Lei Seca. Apesar da redução, os números mostram um aumento nos índices de mortes desde 2020, quando 11.600 vidas foram perdidas.
A coordenadora do Centro de Informações sobre Saúde e Álcool (Cisa), Mariana Thibes, destacou que a Lei Seca, implementada em 2008, provou sua eficácia na diminuição de acidentes e na proteção de vidas. No entanto, a eficiência da legislação tem enfrentado novos desafios, especialmente após a pandemia.
Mariana apontou que, apesar do aumento da fiscalização ao longo dos anos, as técnicas para burlar a lei se tornaram mais sofisticadas. Com o uso de aplicativos, motoristas conseguem evitar pontos de fiscalização, o que compromete a efetividade das leis existentes.
Ela também ressaltou a necessidade de aumentar as ações de conscientização, principalmente direcionadas ao público masculino, que é o mais afetado por acidentes relacionados ao álcool. Estudos indicam que 36,6% das mortes no trânsito entre homens são atribuídas ao consumo de bebidas alcoólicas.
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Além disso, o estado das rodovias e a densidade de fiscalização variam entre as regiões. Tocantins, Piauí e Mato Grosso apresentam as maiores taxas de mortalidade, exigindo atenção especial do poder público para adaptarem suas estratégias locais de combate ao problema.
A coordenadora do Cisa sugeriu que as campanhas sejam mais estratégicas e que, para promover mudanças de comportamento, é importante oferecer alternativas viáveis de transporte durante a madrugada, com o intuito de reduzir o número de motoristas alcoolizados nas estradas.
