Na manhã de terça-feira (30), centenas de pessoas participaram de uma manifestação no Rio de Janeiro, marcando o Dia Nacional de Mobilização pela redução da jornada de trabalho e pelo fim da escala 6×1. A operadora de caixa Fátima Dantas, que participou do ato, expressou a insatisfação com a carga horária excessiva e o desejo de mais tempo para a família e cuidados pessoais.
O evento, que percorreu cerca de 6 quilômetros pela Avenida Brasil, contou com a presença de diversos grupos organizados, como a Central Única dos Trabalhadores (CUT) e a Frente Brasil Popular. O objetivo é pressionar o Senado pela tramitação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/2019, que propõe a diminuição da carga horária semanal de 44 para 40 horas, além de garantir dois dias de repouso remunerado.
A PEC teve sua primeira votação aprovada pela Câmara dos Deputados em 27 de maio, mas segue parada no Senado, aguardando ação do presidente da Casa, Davi Alcolumbre. Segundo ele, a análise do texto deve ocorrer ‘sem pressa’, gerando descontentamento entre os ativistas, que veem essa demora como uma falta de compromisso com as demandas da classe trabalhadora.
Ativistas e representantes sindicais prometeram um encontro com Davi Alcolumbre na próxima quarta-feira para discutir a urgência da questão. A mobilização é um reflexo do crescente apoio da sociedade à causa, com cidadãos se unindo aos manifestantes ao longo do trajeto.
Muitos, como o coordenador nacional do MTST, Gabriel Siqueira, destacam o apoio generalizado que a manifestação tem recebido. Em um contexto onde os trabalhadores clamam por condições de trabalho mais justas, a pressão sobre os parlamentares poderá influenciar a trajetória política da proposta, fundamental para mudança nas relações de trabalho no Brasil.
