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A Rodoviária do Plano Piloto em Brasília se transforma em um espaço de resistência e identidade com a exposição fotográfica “Chão Ancestral”, que retrata a luta do Quilombo Mesquita, localizado em Cidade Ocidental, Goiás. A mostra, que reúne 35 imagens do fotógrafo Walisson Braga e seus amigos Luiz Alves e Webert da Cruz, está disponível para o público até o final do mês.

Walisson, que desde jovem se dedicou a registrar a vida e a luta de sua comunidade, vê na fotografia uma ferramenta fundamental para a valorização dos quilombolas, especialmente em um momento crucial: a espera pela titulação definitiva de seu território, recentemente reconhecido pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra).

A exposição não apenas destaca a resistência da comunidade, mas também presta homenagem a figuras importantes como a avó de Walisson, Elpídia Pereira, conhecida por sua sabedoria e por transmitir o conhecimento ancestral das mulheres quilombolas. Ele enfatiza que sua luta é pela preservação da herança cultural e da biodiversidade do cerrado, onde vivem mais de três mil pessoas.

Os que visitam a exposição também podem apreciar a rica tradição alimentar da comunidade, representada pelo cultivo do marmelo. “As famílias mantêm esse pé de marmelo como um símbolo de nossa cultura”, diz Walisson, reforçando a conexão entre a terra e a identidade quilombola.

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A mostra integra o Festival Latinidades, que nesta edição ressalta a importância da saúde mental na produção cultural e inclui diversas atividades, incluindo debates sobre arte e saúde mental e uma apresentação humorística. O festival promete equilibrar diversão com reflexão, reafirmando o papel das mulheres negras na construção cultural do Brasil.

Os interessados podem acompanhar a programação completa do festival e apoiar a luta dos quilombolas visitando a exposição e participando das atividades que promovem a conscientização e o valor da ancestralidade na sociedade atual.